Por que os generalistas vencem em um mundo de especialistas

David Epstein explica, em Por que os generalistas vencem em um mundo de especialistas, como, em um mundo cada vez mais especializado, os profissionais mais valorizados e mais bem-sucedidos em suas áreas de atuação são os generalistas, aqueles que pensam fora da caixa e encontram saídas para problemas aparentemente insolúveis por meio da conexão entre áreas e ideias, a princípio, incompatíveis.

Por que você deve comprar este livro?

Conforme eu lia sobre o que é ser polímata e sobre as diferenças entre especialistas vs generalistas, este livro aparecia todo o tempo. Até que eu demorei pra pegá-lo para ler. No final, ele me surpreendeu de algumas formas:

Ele pega muita, mas muita referência bibliográfica. Isso é genial. No final, não senti que havia uma “tese” ou hipótese que permeasse todo o livro. Até tem uma leve: que profissionais em T estão mais preparados para lidar com o mundo complexo e de rápida mudança de hoje, mas o autor pega cada uma das pesquisas independentes para sustentar essa ideia dele.

Sobre a escrita: o livro é muito fácil de ser lido. Uma mistura de duas a quatro páginas com história, uma conclusão, repete, repete, conclusão final. Capítulos claros com pontos muito bem sustentados. Isso torna o “aprendizado” de cada capítulo muito claro – o que facilita a releitura, inclusive. No final do livro inclusive tem todas as referências certinhas. Amo isso.

O tesouro do livro: A ideia central sustentada pelo autor é de que a especialização é, sim, muito útil, mas que existem alguns mitos sobre ela. Primeiro ele desmistifica a ideia das 10.000 horas, popularizadas por Malcolm Gladwell. Essa proposta inicial (não sabia) foi feita com violinistas e percebeu-se que eles haviam se dedicado 10.000 até eles chegarem aos 20 anos. Dito isso, estimou-se que os Beatles, Tiger Woods, Bill Gates e por aí vai, haviam se dedicado também essa quantidade de tempo às suas profissões.

No livro, David Epstein defende a ideia da experimentação primeiro.

Ele explica, por meio das várias pesquisas isoladas, que temos que cultivar uma porção grande de habilidades primeiro e experimentar, e isso é o que fará você ter mais sucesso lá na frente.

Claro, generalistas terão menos sucesso no começo. Por isso, especialistas tendem a fazer mais sucesso no começo e, por consequência, receberem até mais elogios. Só que lá na frente, por terem experimentado várias coisas, os generalistas poderão resolver problemas que envolvem mais área.

“Os especialistas eram adeptos de se debruçarem por um longo tempo sobre os problemas técnicos complexos e tentavam antecipar os obstáculos do processo. Os generalistas (…) agregaram valor ao integrar domínios, aplicando tecnologia de uma área em outras.”

Para serem excelentes, o autor defende, não se especialize tão cedo, experimente. Isso ressoa muito comigo, uma vez que eu já experimentei tanto: da rotina de aspirante a atleta, a programação de jogos, a criador de conteúdo, corretor de imóveis, organizador de eventos, profissional de marketing, etc. Isso tudo me deu, igualzinho ao que o autor defendeu, uma habilidade de ser criativo e aplicar conhecimentos de uma área em outras.

Além disso, o livro é um prato cheio para quem é curioso: ele fornece muitos novos termos para estudo posterior. Ele não é um pacotinho fechado. Deve ser inclusive por isso que eu senti que as pesquisas não tinham relação o suficiente entre si: porque eu não peguei para estudá-las a fundo. Mas tá tudo marcadinho e eu adicionei várias de suas indicações ao meu Goodreads.

Nota final:

⭐⭐⭐⭐⭐ 4,5/5

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