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Como aqui neste blog o intuito é falar sobre como se tornar um profissional mais completo, complexo e preparado para o futuro, hoje vou falar sobre quais são as inteligências que uma pessoas pode ter.  Umas das minhas grandes motivações é falar sobre como você pode desenvolver as suas habilidades, conhecimentos e entedimentos sobre o mundo. Com isso, comecei a pesquisar sobre quais são os tipos de inteligência.

Uma das minhas limitações é que sou muito analítico, por isso custo a acreditar em coisas que não têm muitas provas ou embasamento – até porque não quero apresentar aqui para vocês achismos de outras pessoas. 

Existe algumas teorias sobre quais são as inteligências que uma pessoas pode ter, entre elas a teoria da Multiinteligência de Gardner, teoria de processamento cognitivo PASS, a teoria triárquica da inteligência, teoria do fator g, entre outras. 

Por que aprender quais são as inteligências

Existem muitos estudos sobre os diferentes tipos de inteligência e é difícil, no meio de tanta leitura, eleger o melhor ou mais adequado. eu estava tentando encontrar alguma com maior embasamento cientifício, o que não achei.

Cada teoria aborda inteligência de maneiras sutilmente diferentes e, enquanto todas fazem sentido, fica difícil comparar as teorias. Vai muito do que você mesmo acredita. Contudo, descobrir seu potencial cognitivo e explorar as diferentes facetas que você não está acostumado ou não havia refletido sobre vai te ajudar a você mesmo definir como você quer usar sua inteligência no seu caminho em se tornar um profissional mais completo

Entendendo o conceito de inteligência

Na psicologia, a inteligência humana é frequentemente medida pelos testes de QI. Contudo, uma das maiores críticas a essa pontuação é que ela não é consistente e que ela só prevê desempenho em certas áreas, ignorando outros aspectos da mente das pessoas.

A inteligência humana é definida como a capacidade mental das pessoas de realizar feitos cognitivos complexos, motivação e auto-percepção. Alguns dos testes para avaliar a inteligência em animais não-humanos é se eles conseguem se reconhecer no espelho, se eles reconhecem as intenções de outros animais (por exemplo, os corvos escondem comida quando outros corvos mais dominantes estão por perto) e até mesmo capacidade de linguagem e numeracia.

Se você frequenta o Linkedin, já deve ter visto imagens retratando outros tipos de inteligência, como a inteligência social e emocional. Ou mesmo o modelo de Gardner, o mais conhecido, que fala sobre nove inteligências. Vamos comentar aqui sobre quais são as inteligências que uma pessoas pode ter, segundo duas teorias. 

Teoria do modelo triárquico de inteligência

Essa teoria proposta por Robert Sternberg  nos anos 80 foi uma das primeiras teorias indo em oposição ao modelo de uma inteligência única, definindo três componentes. Ele dividiu a inteligência em Inteligência analítica, Inteligência criativa e Inteligência prática.

Para Sternberg, a inteligência era uma habilidade mental com foco em adaptar o ser para o contexto, de forma que melhor o favorecesse. A sua maior crítica era de que os testes de inteligência ignoravam a criatividade. Ele criou três teorias que dão origem às três inteligências, por isso se chama teoria triárquica.

1) Inteligência analtíca

Ser inteligente aqui é a forma como estamos mais acostumados, referenciado testes de QI e outros testes padronizados. Por conta de sua natureza analítca, uma pessoa com alta inteligência analítica é boa em resolver problemas.

Elas geralmente são mais capazes de enxergar soluções não antes vislumbradas, por causa de pensamento abstrato e habilidade de avaliação.

2) Inteligência criativa

A teoria experencial propõe que existe um ciclo das experiências que vão de novidade para a automação. São nesses extremos que uma inteligência é melhor aplicada. 

Do lado da novidade, um indivíduo é confrontado com uma tarefa ou situação nova e deve vir com um jeito de lidar com isso. Já na parte da automação, ele já está familiarizado com a situação e consegue lidar com isso com o menor esforço possível.

A inteligência criativa é a habilidade de inventar novas ideias ao lidar com novas situações. Essa inteligência é associada com o uso de conhecimento e habilidades prévias para lidar com essas novas situações

A inteligência criativa pode ser dividida em duas categorias: Novidade, a capacidade de lidar com problemas pela primeira vez; automação, a capacidade de automatizar. Indivíduos pouco inteligentes nesse quesito sofrem muito com novas situações, demoram muito pra se adaptar ou parecem não pensar em como reduzir o esforço de tarefas repetidas.

3) Inteligência prática

A teoria contextual relata que a inteligência está ligada com o entorno do indivíduo. Logo, existe uma inteligência relacionada a como esse ser atua nas situações diárias, incluindo a) habilidade de se adaptar ao ambiente; b) selecionar o melhor ambiente para si; e c) moldar o ambiente para suas necessidades e desejos.

A inteligência prática é essa habilidade da pessoa se adaptar a um ambiente ou mudá-lo a fim de se encaixar com suas necessidades pessoais. Outra maneira de entender essa habilidade é senso comum. 

Lidar com as tarefas do dia-a-dia da melhor maneira possível mostra a inteligência de uma pessoa. Uma pessoa que é inteligente no contexto prático é mais apta a lidar bem com situações concretas.

Teoria das multi-inteligências

Essa é uma das teorias mais bem aceitas, inclusive no meio acadêmico, apesar de não ter relevância científica. Howard Gardner propõe um modelo com 8 inteligências (mais recentemente, ele adicionou mais duas), como musical, interpessoal, espaço-visual e linguística, entre outras. Como são muitas as inteligências, vou passar um pouco mais rapidamente por cada uma delas.

Inteligência espaço-visual: Pessoas inteligentes nesse quesito são boas em visualizar as coisas. Elas tendem a gostarem de leitura, boas em quebra-cabeças, interpretar gráficos e imagens, ou mesmo desenhar e pintar, além de reconhecerem padrões facilmente. Tendem a ser boas com direções.

Inteligência linguístico-verbal: essa inteligência confere a habalidade de usar bem as palavras, tanto na escrito quanto na fala. Esses indíviduos tendem ser bons em escrever histórias, memorizar informação e na leitura. Também são bons em debates e discursos persuasivos.

Inteligência lógico-matemática: essa é a capacidade de analisar problemas e operações matemáticas. Pessoas inteligentes nesse aspectos são boas em raciocionar, pensar conceitualmente sobre números, relações e padrões. Gostam de resolver problemas lógicas e pensar em ideias abstratas.

Inteligência corporal-cinestésica: pessoas que são boas em movimentos e controle físico. Elas tendem a ter uma ótima destreza e coordenação entre os olhos e as mãos. As pessoas inteligentes podem ser boas em danças e esportes, gostam de criar coisas com suas próprias mãos, têm excelente coordenação física e tendem a aprender fazendo

Inteligência musical: é uma inteligência sobre você pensar em padrões, ritmos e sons. Pessoas intelingetes musicalmente têm um forte gosto pela música e são boas em composição musical e performance. São boas em lembrar sons e melodias e têm um conhecimento de estrutura musical, ritmo e notas.

Inteligência interpessoal: é a inteligência sobre relacionamentos com outras pessoas. Essas pessoas são boas em entender e interagir com as pessoas, em avaliar emoções, motivações, desejos e as intenções dos outros ao seu redor. Têm boa comunicaçõ verbal e não-verbal, vêem situações de perspectivas diferentes (boas em empatia), cria laços positivos com as pessoas e boas em resolver conflitos.

Inteligência intrapersonal: pessoas boas em reconhecer seus próprios estados emocionais, sentimentos e motivações. Elas tendem a curtirem um momento de auto-avaliação e análise, explorando seus relacionamentos e entendendo suas forças pessoas. Gostam de criar teorias e ideias e têm uma boa interpretação de suas próprias motivações e sentimentos. É o mais próximo de inteligência emocional da lista.

Existem ainda outras inteligências propostas por Gardner, como a naturalística, existencialista e pedagógica.

O que posso fazer agora que sei quais são as inteligências

Agora que você sabe quais são as inteligências que uma pessoa pode ter, o próximo passo é fazer uma auto-análise de como elas são importantes nas área aplicáveis de sua vida e entender como você pode melhorar sua relação com as inteligências.

Como esse post fez um breve repasse de quais são as inteligências, você pode procurar entender um pouco mais de cada uma das teorias e decidir qual se encaixa melhor à tua percepção da realidade.

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